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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Propaganda antiga: Ford Corcel GT 1970


O Ford Corcel GT foi lançado no Brasil, no final do ano de 1969 como modelo 1970 e foi o primeiro esportivo da marca no País. O primeiro Corcel GT tinha carroceria cupê com faixas pretas pintadas nas laterais, traseira e sobre o capô, rodas com desenho diferenciado, faróis de milha e teto de vinil preto.

No interior muita simplicidade, mas com painel completo e volante exclusivo. A motorização era um quatro cilindros com 1.3 litro e carburador solex de corpo duplo que levavam a potência a 80 hp bruto, 12 hp a mais do que as versões normais. O Ford Corcel GT atingia 138,5 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 18s.
Fonte: BlogAuto

domingo, 5 de agosto de 2012

Clássico do dia: Ford Maverick GT


Cupê nacional com motor V8 era raridade no Brasil do início dos anos 70. Esse foi um dos motivos que tornaram essa versão apimentada do Ford Maverick um dos clássicos mais desejados do país. Seu valor no mercado disparou nos últimos anos e hoje, um bom exemplar supera fácil os R$ 60 mil. Além dos 197 cavalos brutos do motor de 302 polegadas cúbicas (5.0 litros), o GT vinha com duas entradas falsas no capô, rodas com sobre aro, faixas decorativas e faróis auxiliares embutidos na grade dianteira. Mas o desempenho não fazia jus ao desempenho: 180 km/h de máxima e 0 a 100 km/h em 11 segundos.
Fonte: AutoEsporte

domingo, 29 de abril de 2012

65 anos sem Henry Ford


Fabricação em série, produção em massa e eficiência. Essas expressões praticamente se confundem com a história de Henry Ford, que há 65 anos saía da vida para entrar na história.

Primeiro empresário do mundo a implementar um sistema de produção seriada, que daria base a um dos princípios da administração moderna, o fordismo, Henry nasceu no dia 30 de julho de 1863, em Dearborn, nos Estados Unidos, e foi bem mais que um visionário.

Criado em uma fazenda, Ford iniciou sua trajetória entre motores consertando as máquinas agrícolas do pai. Como as peças eram pesadas, ele começou a produzir as primeiras ferramentas próprias e criou métodos para diminuir o trabalho manual no uso de máquinas.

Com apenas 16 anos, em 1879, Henry Ford passou a trabalhar em suas primeiras “engenhocas”. Com a morte da mãe, ele se mudou para Detroit onde foi trabalhar como aprendiz de operador de máquinas. De empresa em empresa, foi se aperfeiçoando até que, em 1887, na Eagle Motor Works, construiu seu primeiro motor a combustão.

Rapidamente, Ford ganhou espaço na indústria e, em 1893, já casado com Clara Jane Bryant e com o filho Edsel récem-nascido, passou a ocupar o posto de engenheiro-chefe da Edison Illuminating Company. O bom salário permitiu o início de planos maiores. Assim nasceu o Quadriciclo, de 1896, primeiro veículo criado por ele.

Aos 40 anos, em 1903, Ford reuniu 11 investidores e US$ 28 mil de capital para criar a Ford Motor Company. Ao duplicar o valor pago à maioria de seus funcionários, o que chamou de “salário motivação”, Ford atraiu a nata da engenharia de Detroit.

Graças à revolucionária linha de produção em série, Henry Ford viu sair de sua fábrica, no dia 1 de outubro de 1908, o modelo T, primeiro carro feito em série no mundo. Além das inovações como o volante do lado esquerdo, motor com 4 cilindros fundidos em único bloco e suspensão com duas molas semi elípticas, Ford apostou no ótimo preço para a época, de US$ 825, na publicidade ostensiva em jornais e na abertura massiva de lojas. Se hoje andamos sobre rodas, devemos muito ao interiorano gênio de Dearborn.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Leitor mostra seu xodó: um Del Rey 84


Por um bom tempo o comerciante Irineu Vencigueri ficou “de olho” nesse Ford Del Rey duas-portas ano 1984, da série Ouro (mais luxuosa), com câmbio automático e motor a etanol. O sedã era do pai de um amigo, seu dono desde zero-km, que não aceitava fazer negócio. “Quando ele morreu, meu amigo perguntou se eu gostaria de ficar com o carro. Na hora aceitei!”


Isso foi há pouco mais de dez anos. Desde então o Del Rey é um dos xodós de Vencigueri, que o usa pouco. “O antigo dono também não rodava muito com o carro.” O hodômetro marca 66 mil quilômetros, uma ninharia para um veículo de 28 anos.


O Ford está exatamente como Vencigueri o comprou. Na carroceria não há detalhes, exceto marcas “de uso”, como pequenas trincas nas bordas do para-choque dianteiro e a ausência do símbolo da fábrica na grade. “Alguém levou de ‘lembrança’, vou colocar outro” diz o dono.

O interior está impecável. Tudo funciona, inclusive o ar-condicionado e os comandos dos vidros elétricos, ao lado da alavanca de câmbio. A direção tem assistência hidráulica e ajuda na hora de manobrar o Del Rey. O motor de quatro cilindros 1.6 CHT (sigla para câmara de alta turbulência) funciona bem quando quente. O etanol o faz falhar quando frio.

O câmbio automático de três marchas era produzido pela Renault. Há tantas semelhanças entre ele e as modernas caixas de seis, sete ou até oito velocidades quanto entre um Atari e um Playstation 3. Mas, embora seja arcaica, à sua época foi a mais avançada entre as nacionais, com a primazia do controle eletrônico para trocas de marchas.

Como nas atuais, o sistema avalia parâmetros como velocidade do carro e posição da borboleta do carburador para escolher a marcha adequada. Foi esse recurso, aliás, o único item do Del Rey que demandou reparo por Vencigueri. O controle eletrônico teve de ser substituído.

A abertura do tanque de combustível, escondida sob a placa traseira, é um detalhe idiossincrático que mostra cuidado – para não afetar o desenho do Ford.
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